06/03/2019

6 on 6 - Como é fotografar?

Imagem de uma cerejeira florida, com um quadrado gráfico ao centro com o título do post escrito

Recentemente fui convidada pela Samanta, do blog Dose de Estrela, para participar de um projeto fotográfico coletivo, juntamente com a Bruna (blog Escriptopia). Fiquei muito feliz com o convite, adoro fotografar e acho ainda melhor quando feito com outras pessoas. 

Para quem não conhece, a ideia é simples (mas maravilhosa), todo dia 6 de cada mês postamos 6 fotografias relacionadas a um tema, que escolhemos entre a gente. O desse mês, pra dar o pontapé inicial, não poderia ser outro: fotografia! E eu resolvi tentar passar em algumas imagens como é fotografar, para mim.

01/03/2019

Escrever faz meu coração vibrar

Fotografia de um campo aberto com trigos em primeiro plano, ao fundo, vê-se o céu azul cheio de nuvens

Sentar para escrever um post me faz ter vontade de chorar. Acabei de comentar isso no blog de uma amiga (alôw Samantha). Não sei se meu corpo associou escrever com angústia, devido as inúmeras vezes que sentei para escrever o projeto da minha monografia e não saiu nada, ou se é só a velha pressão de que eu não tenho nada "importante" para escrever. Apesar de ter mudado muito, eu ainda permaneço com algumas velhas inseguranças.

Parte de mim me diz que, se eu não consigo escrever e se escrever tem me gerado tanto sofrimento, talvez seja hora de deixar isso de lado. Mas eu também quero escrever, e, apesar de saber que olhar a tela em branco me deixa angustiada, eu sei que ainda tenho muito o que contar. Eu vivi muita coisa e não me sinto completa se não botar isso no papel. Então, como eu fiz nos últimos meses, um passo de cada vez, e logo estou de volta. Não é a primeira vez que tenho bloqueio criativo e fico falando sobre isso. Cada vez mais eu desenvolvo estratégias e vou tornando isso mais "sobrevivível".

Sobre olhar para telas em branco, fiz questão de ressaltar a palavra projeto de monografia porque escrever meu projeto de monografia foi realmente doloroso. Aliás, foi traumático. Tenho medo de seguir carreira acadêmica por pensar que vou precisar escrever projetos de novo. Eu demorei demais a encontrar um tema que realmente me agradasse e toda tentativa de escrever sobre um tema que não fazia meu coração vibrar foi quase uma tortura. Porque não era pra ser, sabe? Mas no meio do furacão, com um prazo quase acabando e centenas de compromissos, você não pensa que seu projeto não está fluindo porque ainda não é o tema certo. Você pensa que tem algo de errado e não vai dar tempo e eu preciso escrever isso logo e eu vou ser reprovada perder meu financiamento ter que pagar a faculdade do meu bolso mas não tenho dinheiro não vou me formar vou cancelar a matrícula preciso escrever de qualquer jeito meu deus não sai nada eu vou desistir desse negócio todo mundo tá escrevendo o prazo tá acabando como que vou explicar isso pros meus pais eu sou uma decepção droga não faço nada direito... caramba! Eu acabei escrevendo meu projeto de monografia numa meia noite de quinta, fui dormir e terminei ele na sexta à tarde. Eu precisava entregar nessa mesma sexta às 19h. Faltei estágio, levei muita bronca, a qualidade não ficou das melhores... mas fui aprovada, encontrei um tema que me agradava e deu tudo certo. Escrever a monografia foi muito mais tranquilo, por incrível que pareça, foi até divertido.

Escrever é divertido. Ao menos costuma ser, para mim. Passei meus cinco anos de curso preocupadíssima com a monografia, ri da minha psicóloga quando ela disse "dá pra se divertir escrevendo TCC", mas no fim, acabei me divertindo. Tenho muito orgulho da minha trajetória e me lembro perfeitamente dos dados que coloquei naquelas linhas. E, assim como sofri porque meu tema de projeto não era o que eu queria, acabo sofrendo quando deixo de lado uma das minhas paixões: escrever. Escrever faz meu coração vibrar, e por isso, aos poucos vou pegando (novamente) o hábito. Eu ainda tenho muito o que contar nesse blog.

29/12/2018

Retrospectiva (31DM?) 2018

Imagem abstrata com texto no centro "retrospectiva 2018"

Como escrever sobre 2018? Esse ano foi tão corrido e aconteceram tantas coisas que não sei por onde começar a falar sobre ele. Já tem um tempo venho sentindo que acontecem coisas demais em um ano só, e com 2018 não foi diferente. 2018 foi um ano extremamente complicado na minha vida, e justamente por isso, escrever, de uma forma geral, ficou meio de lado. 

Em relação ao 31 de Março, escrevi apenas 15 posts. Foi o ano que menos escrevi, em relação a tudo o que se passou, desde 2012. Foi também o único ano que eu disse adeus, achando que não voltaria mais. Passei por um período muito, muito complicado, e minhas perspectivas estavam limitadas. Sempre que eu me lembro, agradeço: esse momento passou, e eu venci. 

Meu primeiro post foi "When the time is right, it'll happen...", um ditado budista, que já refletia minha necessidade de desacelerar e compreender que as coisas tem seu tempo. Nesse post eu falo de jogar Tarô, e de ter tirado o Arcano 9: o eremita, aquele que sai na busca de si mesmo, e volta transformado. O Eremita não era a carta para aquele momento, mas uma carta pra agora. Olhando para trás, percebo que 2018 foi o ano que mais cresci psicologicamente, e o processo foi exatamente esse, sair em uma jornada, solitária, doída, difícil, mas também voltar com os frutos colhidos no processo. Ouvi de várias pessoas que eu "tinha nascido de novo". Não concordo completamente, visto que nascemos de novo todos os dias, mas compreendo que estou muito longe da pessoa que eu era, 365 dias atrás. Pra ser honesta, ao me lembrar de muita coisa do passado, em especial as que me faziam sofrer, vejo como uma vivência de alguém muito distante. Tenho minhas dores, mas já não são as mesmas que as de antes, nem possuem a mesma intensidade. Foi um momento difícil. E é isso. Apenas isso. Um momento difícil.

Em fevereiro escrevi um pouco mais: 5 posts, pra ser exata. Voltei a fazer crochê, que me trouxe um pouco de alívio no turbilhão de merda que estava sendo minha vida. Juntamente com o crochê, comecei a fazer terapia. A terapia, no início, foi uma completa decepção. Existem muitas possibilidades que podem explicar porque não deu certo no início, mas eu penso que foi assim porque precisava ser. Depois de ter sentido que a terapia não estava ajudando, minha saúde mental foi ladeira abaixo: eu tava sem esperança, cansada, sem tempo, arrependida da escolha que tinha feito (cursar Psicologia), e mais um monte de coisas, que acabou se refletindo nesse post aqui. Um monte de coisas aconteceram nesse tempo, eu fiquei afastada do blog e consequentemente, não escrevi a respeito, até que, no segundo semestre de 2018, parei um pouco e me dei conta que as coisas estavam dando certo. Três coisas foram fundamentais nesse processo: a filosofia budista, a terapia que comecei no início do ano, e o acompanhamento com um psiquiatra. Obviamente não estão em ordem de prioridade. Juntamente com esses três pilares, tive ajuda de amigos, de professores, de bichinhos e até de mim mesma. Aconteciam coisas boas antes, mas eu não conseguia ver. Agora consigo. Essa diferença é fundamental.

Como eu disse, tive muitas coisas boas. Não vou falar sobre elas aqui, porque pretendo falar sobre elas outro dia. E espero poder falar sobre outras coisas também, ao longo do tempo. Agora, sem a massa escura que me anestesiava o corpo e os sentidos, fica mais fácil ver, falar e escrever. Quero levar essa sensação para 2019. E que venha um ano ano, e com ele, novos aprendizados!