22/07/2017

"Nós precisamos rir dos nossos problemas, Marina"

Rir dos nossos problemas

Amigo meu, que não vou citar o nome porque não teve a decência de vir ler meu blog — apesar de ter prometido ler umas quinze vezes, em vão — me disse uma vez, citando literalmente que "nós precisamos rir dos nossos problemas, Marina". Fiquei foi com muita raiva ao ouvir isso, e pensei o seguinte: "já não basta precisar ter de arrumar força não sei de onde pra lidar com tudo isso, ainda preciso encontrar criatividade e senso de humor pra fazer piada dos meus problemas". Mas é claro que, eu sou eu, e reagi rindo e concordando, porque achei que ele ficaria magoado se eu deixasse claro o quanto achei aquela ideia estúpida. 

O que foi bom, porque se eu tivesse deixado claro o quanto achei aquilo estúpido, seria muito custoso pra mim perceber que ele tinha razão. Veja bem, a ideia não deixa de ser estúpida, mas também não quer dizer que não esteja certa. Eu levo meus problemas a sério demais. De fato, eu praticamente alimento meus problemas levando eles a sério demais. É como se eu pegasse meus problemas, olhasse pra eles e pensasse "wow, isso é muito sério! Vamos tratar isso com toda a seriedade", e quanto alguém olha pra eles e faz uma piada, ou tenta fazer uma piada, ou sugere que eu deveria fazer uma piada, eu fico seriamente ofendida. "Como assim você não está levando meus problemas-sérios a sério? Não ria nem insinua que eu deveria rir disso".

19/07/2017

Alguns filmes que assisti recentemente

Filmes que assisti
Foto por Jill111

Pra quem leu o último post, sobre o celular, liguei ele um dia depois, exatamente como previ. Aproveitei a falta de espaço livre para desinstalar quase todas as redes sociais e alguns aplicativos que eu não usava. Ando bastante apática ultimamente, o que não é novidade, e um pouco ranzinza (o que também não é novidade), e por isso ando preferindo fazer atividades em que não preciso falar com ninguém e fico sozinha, como escrever, desenhar ou assistir filmes. Um dos filmes do post de hoje eu assisti durante o período letivo, mas deixei pra escrever sobre eles juntos. Não preciso lembrar que o que eu falo aqui é opinião pessoal, certo?

12/07/2017

Por enquanto o celular fica desligado

Celular Desligado
Foto por Helloolly

Hoje finalmente desliguei meu celular. É provável que eu ligue ele amanhã de novo, talvez a tarde, mas por enquanto, não quero saber quando vou ligá-lo novamente. Antes do meu celular atual, tive um LG que travava se você recebia duas mensagens ao mesmo tempo. O sistema operacional dele ainda era Java, e não existia a possibilidade de instalar milhões de aplicativos, incluindo o whatsapp. Costumava desligar esse LG toda noite. Perdi o costume de fazer isso porque meu celular atual não desperta desligado. Não desperta, simples assim. No início eu o deixava em modo avião, até que descobri algumas funcionalidades que desligam as notificações (vibração e som) durante um período que você determina. O LED ainda continua piscando, mas eu me acostumei com a luzinha iluminando e não-iluminando o quarto toda noite. A gente se adapta a tudo.

Percebi que meu celular não era desligado há meses. A bateria nunca acabava, qualquer oportunidade eu deixava ele carregar um pouquinho. E já tem um bom tempo que estou desanimada, estressada, sem vontade de falar com ninguém, e mesmo assim, gasto um bom tempo do meu dia parando pra responder mensagens, dando atenção pras pessoas, tirando notificações e ouvindo meu celular vibrando num canto, sem vontade nenhuma de ver o que é. Não gosto quando me ignoram, logo, nunca consigo ignorar. Fico pensando que tem alguém do outro lado da outra tela esperando pra ser respondido, e no quanto é desconfortável receber uma mensagem dias depois de ter enviado. Escuto a vibração do meu celular e fico pensando se não seria importante, se não é alguém precisando de um favor, ou até mesmo precisando conversar... Uma observação interessante: as pessoas só falam delas mesmas, nunca perguntam como você está, se está ocupada, se o que elas precisam poderia ser encontrado no Google. Conversar por mensagens nos deixou ainda mais alheios a situação do outro.