20/04/2017

O Labirinto

O Labirinto
Foto original por Wil Stewart
Não sei como proceder, ou como vim parar aqui. Estou presa, caí numa armadilha. As paredes escuras parecem se fechar sobre mim. Meus caminhos estão bloqueados. Não encontro a saída. Em cada curva, o novo caminho se fecha. O monstro está a espreita, posso ouvi-lo respirando atrás de mim. Não possuo fios para me levarem de volta, nenhuma deusa para me ajudar. A besta se aproxima. Tento novos caminhos. Nada. Estou presa num labirinto e não encontro a saída. O Minotauro está aqui, posso ouvi-lo.

Corro. Fujo. Faço uma curva. Bloqueada. Volto. Tento outra vez. Bloqueada de novo. Corro e corro, não olho pra trás. O tempo está passando, o labirinto parece não haver saída. O monstro está próximo, muito próximo. Tento uma nova possibilidade. Me deparo com uma parede, alta, majestosa, imponente. Ela me diz que acaba ali. Cheguei ao centro do labirinto. Não há saída. Não há caminho, só há... Viro para trás e os olhos da besta estão sobre mim....

Escrevi um pouco antes de dormir. Cenários macabros e finais trágicos adoram aparecer na minha cabeça.

10/04/2017

O Japonês da História das Laranjas

O Japonês da História das Laranjas - 31 de Março
Foto por Kinkate
Falei aqui das minhas conversas com estranhos, principalmente as que tive em pontos de ônibus. Hoje tive outra dessas conversas. Dessa vez, nada de técnica. E também nada de ponto de ônibus. Estava cansada, e depois de uma semana de correria, a última coisa que eu queria era engatar numa conversa com alguém que não conheço. O problema é que, às vezes você puxa conversa, às vezes a conversa te puxa.

Estava chovendo, trânsito horrível. Todo sábado tenho uma reunião pra ir. Todo sábado pego o mesmo ônibus, porque sei que uma amiga que também vai nessa reunião, vai estar nele. Não dessa vez. Sabendo que essa amiga não estaria nesse ônibus, e sabendo que o ônibus que eu normalmente pego ainda ia demorar, fiz o que faço de melhor: entrei impulsivamente no primeiro ônibus que conheço.

01/04/2017

Março, meu querido março!

Não deu pra passar aqui e comemorar meu aniversário. Eita! Nem pra fazer aquela piadinha com a data e o nome do blog. Mas tá de boa. As últimas semanas de Março são sempre muito corridas, porque geralmente é quando começam as provas e os trabalhos da faculdade. Eu também costumo inventar moda, como por exemplo, tenho menos de uma hora pra ler mais da metade do livro Orgulho e Preconceito, porque vai ter uma discussão sobre ele no grupo Leia Mulheres, que acontece perto da minha casa, e eu quero ir. E assim eu passo meu tempo livre.

A parte mais estranha de se fazer 21 é que eu não me sinto nem um pouco estranha fazendo 21. Tirando o transtorno de ter que atualizar minha bio em todas as redes sociais, nunca liguei muito pra essa coisa de idade. A maioria das pessoas reclama que estão ficando mais velhas, mas é natural que isso aconteça, é assim que as coisas funcionam: o tempo passa, você fica mais velho. Seu aniversário chega, o tempo passa de novo, e seu aniversário chega de novo. Gosto do meu aniversário, se não gostasse, não teria colocado a data como nome do blog, mas também não tenho nenhuma intenção de fazer a data ser diferente das outras. Completar uma volta ao sol não me faz pensar mais do que os outros dias, mas eu gosto da data mesmo assim.

Uma coisa que eu gosto muito no mês de março é como a própria palavra soa: março. Costumo pensar em flores e em um céu ensolarado, e por causa do próprio blog, penso também em azul. Na minha cabeça, março é azul e vermelho, vermelho vinho. Também gosto de pensar que passei março planejando o blog, já que ele foi criado em abril. Tinha uns dezesseis anos na época. Só coisas boas acontecem em março!

Pra não bater o record de post-mais-sem-sentido, deixa eu ficar por aqui (ainda tenho que terminar Orgulho e Preconceito). Muito obrigada março! E muito obrigada a você que acompanhou o blog em março <3 Feliz aniversário pra mim, e que venha abril!