29/12/2018

Retrospectiva (31DM?) 2018

Imagem abstrata com texto no centro "retrospectiva 2018"

Como escrever sobre 2018? Esse ano foi tão corrido e aconteceram tantas coisas que não sei por onde começar a falar sobre ele. Já tem um tempo venho sentindo que acontecem coisas demais em um ano só, e com 2018 não foi diferente. 2018 foi um ano extremamente complicado na minha vida, e justamente por isso, escrever, de uma forma geral, ficou meio de lado. 

Em relação ao 31 de Março, escrevi apenas 15 posts. Foi o ano que menos escrevi, em relação a tudo o que se passou, desde 2012. Foi também o único ano que eu disse adeus, achando que não voltaria mais. Passei por um período muito, muito complicado, e minhas perspectivas estavam limitadas. Sempre que eu me lembro, agradeço: esse momento passou, e eu venci. 

Meu primeiro post foi "When the time is right, it'll happen...", um ditado budista, que já refletia minha necessidade de desacelerar e compreender que as coisas tem seu tempo. Nesse post eu falo de jogar Tarô, e de ter tirado o Arcano 9: o eremita, aquele que sai na busca de si mesmo, e volta transformado. O Eremita não era a carta para aquele momento, mas uma carta pra agora. Olhando para trás, percebo que 2018 foi o ano que mais cresci psicologicamente, e o processo foi exatamente esse, sair em uma jornada, solitária, doída, difícil, mas também voltar com os frutos colhidos no processo. Ouvi de várias pessoas que eu "tinha nascido de novo". Não concordo completamente, visto que nascemos de novo todos os dias, mas compreendo que estou muito longe da pessoa que eu era, 365 dias atrás. Pra ser honesta, ao me lembrar de muita coisa do passado, em especial as que me faziam sofrer, vejo como uma vivência de alguém muito distante. Tenho minhas dores, mas já não são as mesmas que as de antes, nem possuem a mesma intensidade. Foi um momento difícil. E é isso. Apenas isso. Um momento difícil.

Em fevereiro escrevi um pouco mais: 5 posts, pra ser exata. Voltei a fazer crochê, que me trouxe um pouco de alívio no turbilhão de merda que estava sendo minha vida. Juntamente com o crochê, comecei a fazer terapia. A terapia, no início, foi uma completa decepção. Existem muitas possibilidades que podem explicar porque não deu certo no início, mas eu penso que foi assim porque precisava ser. Depois de ter sentido que a terapia não estava ajudando, minha saúde mental foi ladeira abaixo: eu tava sem esperança, cansada, sem tempo, arrependida da escolha que tinha feito (cursar Psicologia), e mais um monte de coisas, que acabou se refletindo nesse post aqui. Um monte de coisas aconteceram nesse tempo, eu fiquei afastada do blog e consequentemente, não escrevi a respeito, até que, no segundo semestre de 2018, parei um pouco e me dei conta que as coisas estavam dando certo. Três coisas foram fundamentais nesse processo: a filosofia budista, a terapia que comecei no início do ano, e o acompanhamento com um psiquiatra. Obviamente não estão em ordem de prioridade. Juntamente com esses três pilares, tive ajuda de amigos, de professores, de bichinhos e até de mim mesma. Aconteciam coisas boas antes, mas eu não conseguia ver. Agora consigo. Essa diferença é fundamental.

Como eu disse, tive muitas coisas boas. Não vou falar sobre elas aqui, porque pretendo falar sobre elas outro dia. E espero poder falar sobre outras coisas também, ao longo do tempo. Agora, sem a massa escura que me anestesiava o corpo e os sentidos, fica mais fácil ver, falar e escrever. Quero levar essa sensação para 2019. E que venha um ano ano, e com ele, novos aprendizados!

05/12/2018

Sobre o projeto 101 em 1001

Imagem com fundo rosa de um bolinho em formato de coração, empilhado em cima de outros bolinhos

Para quem não está familiarizado com termos blogosféricos, 101 em 1001 é um projeto que consiste em criar uma lista de 101 itens, e tentar cumprir todas essas metas em 1001 dias, que dá cerca de três anos. O projeto foi moda durante alguns anos atrás na blogosfera, e praticamente todo blogueiro criou uma lista dessas, ao menos uma vez. Inclusive eu mesma.

Minha lista foi criada no início de 2014, e meu prazo acabou no final de 2017, porém, somente agora estou de fato finalizando o projeto. No último ano cheguei a fazer um post com algumas considerações sobre o 101 em 1001, já apontando as dificuldades que encontrei, e também já apontando que provavelmente não conseguiria completar a lista, nem mesmo criar outra. Dito e feito, não terminei minha lista, mas cumpri 46 das 101 metas, ficando com algumas que se tornaram incapazes de serem cumpridas, como terminar um projeto de 365 Days (uma foto por dia durante um ano).

Como eu mencionei ano passado, o projeto acaba perdendo o sentido, visto que o prazo é muito longo, e mudam nossos objetivos, nossas prioridades, e algumas metas acabam passando até mesmo despercebidas depois de cumpridas. Apesar disso, não foi uma experiência completamente negativa. Serviu como aprendizado: não pretendo mais participar de projetos tão longos, mas já estou planejando projetos mais curtos para (tentar) colocar em prática nos próximos anos. O que é blogar sem fazer listinha de projetos inúteis, não é mesmo? xD

Link para minha lista: 101 coisas em 1001 dias

27/11/2018

Algumas considerações sobre estar quase formando

Imagem colorida com o título do post ao centro
Eu não faço a menor ideia se a concordância do título está certa. Mas vamos que vamos
Tem tanta coisa que eu gostaria de escrever, comentar, compartilhar, que não sei muito bem por onde começo. 2018 foi um ano corrido, pra dizer o mínimo. Último ano de faculdade, mil coisas para fazer... nunca achei que daria conta. Passei por muita coisa, aprendi muita coisa, e acabei encontrando uma força que nem sabia que tinha. Estou formando, e carregando comigo uma série de aprendizados. 

Não vou mentir: não vou sentir falta das aulas, dos slides, dos trabalhos em grupo (Deusa me livre!!), das provas intermináveis, das centenas de relatórios, das noites em claro... Também não vou sentir falta das (poucas) festas que fui, os churrascos que participei, os rolês que marcaram comigo. Eu vou sentir — e inclusive já estou sentindo — falta daqueles pequenos momentos que não foram controlados, marcados, que a gente costuma nem se importar; Vou sentir falta de sair de sala, de saco cheio, e topar com alguém no corredor. Sentar um pouco, pra reclamar e fazer hora, pra ficar menos tempo dentro de sala. De almoçar com alguém antes de ir pro estágio, e chegar no estágio caindo de sono por estar de barriga cheia. De sair da aula e ir comer pipoca na rua. Ou, no auge do desespero, chegar mais cedo na faculdade pra se reunir e estudar. Vou sentir falta de sentar no sol nos intervalos, quando tava muito frio, e da sensação gostosa de faltar aula só porque estava chovendo. Vou sentir falta porque, mesmo que venham outros cursos, e outras pessoas, nunca mais vai ser a mesma coisa. Acho isso bonito, mas também um pouco triste. Ou seria o contrário?

Escrevi e apresentei meu TCC. É engraçado, olho para esse texto e tenho vontade de colocá-lo em Arial 12, Espaçamento 1,5 linhas. Não consigo desver as coisas em ABNT rs.