20/08/2017

"Vocês se comparam com quem, se está todo mundo assim?"

Se comparar

Tive hoje confraternização de um ano da Liga Acadêmico que eu participo. Voltei de carona com mais três meninas, muito queridas. Duas do segundo período, uma do sexto, e eu, do oitavo. Foi a primeira vez que percebi que era a pessoa com mais experiência na roda de conversa. O tempo voa.
Conversávamos sobre nossa experiência com os estudos. Falávamos sobre como nos sentíamos no papel de estudante. Seguiu-se o diálogo:
— Eu acho que sou muito relaxada — disse uma delas. — Deixo os materiais se acumularem, fico adiando, depois eu piro. 
— Também — disse a outra — sou uma péssima aluna. Deixo tudo pra véspera, fico desesperada. 
Todas concordamos, fazíamos o mesmo. 
— Até em relação a comida. Me alimento mal, só como porcaria, queria ser como as outras pessoas que se alimentam direito.
E eu, ouvindo aquilo, e percebendo que nós quatro repetíamos o mesmo discurso, perguntei:
— Gente, vocês se comparam com quem, se está todo mundo assim?
Foi uma risada coletiva. "Melhor reflexão da noite", segundo uma delas. A gente se compara com alguém que nem mesmo existe.

17/08/2017

A Fila das Lojas Americanas

A fila das Lojas Americanas

Lá estava eu, na fila do caixa das Lojas Americanas — uma fila enorme — , enquanto a mulher que estava a minha frente não parava de reclamar do quanto a fila estava demorando. Tinha apenas uma única atendente e um rapaz estava comprando um produto eletrônico, que necessitava de todo um check-up que parecia demorar horas. Depois de testar toda a aparelhagem, rapaz e atendente começaram a discutir os termos de garantia, o que levou um bom tempo, e não demorou a gerar uma indignação coletiva na fila das Americanas. Nada melhor para unir seres humanos do que um suposto serviço mal feito.

Quando a indignação começou a ficar muito barulhenta e todos da fila se juntaram à mulher para reclamar, a atendente, meio puta da vida, apontou uma placa meio escondida que dizia que aquele caixa era exclusivo para produtos eletrônicos, e quem quer que quisesse ir nele com outra coisa teria de arcar a demora no serviço. Como se quisessem justificar a reclamação, A Fila, que já estava se comportando como um ser único, disse que a placa estava escondida demais e que ninguém ali tinha visto.

Foi então a vez da atendente reclamar, dizendo que o caixa era específico para produtos eletrônicos e que a fila demorava porque, citação direta: "algumas pessoas vão até o final da loja, pegam uma barra de chocolate e vem nesse caixa aqui, pra não ter de sair na rua lá de trás.". Nesse momento, eu, que estava apenas sendo um ser silencioso na A Fila, olhei para a barra de Lakta na minha mão e tentei fingir que aquilo era o modelo mais recente de algum Smartphone top de linha, tão top que até parecia chocolate. Enquanto meu rosto corava de vergonha, a mulher à minha frente engatou num papo com a atendente sobre "essas coisas deveriam ser avisadas" que durou mais tempo que o rapaz do eletrônico. Por fim, ela foi embora, e eu passei minha única barra de chocolate com o constrangimento de quem ouve "a noite vai ser boa ein!" ao comprar preservativos. Desde então, tenho evitado pegar longas filas pra comprar chocolate.



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15/08/2017

Textos incríveis que li esses dias


Nem só de desespero e angústia vive um ser humano. Também tive muita coisa boa nos últimos dias, incluindo textos maravilhosos espalhados pela blogosfera afora. Visitei muitos blogs nesses tempos de BEDA e li várias coisas interessantes que merecem ser compartilhadas por aqui.


Pra começar, um texto muito bacana no DoisBits sobre uma pergunta complicada: O que eu quero ser? que combinou demais com a reflexão da Luana sobre as xícaras do Chapeleiro, que serviu de metáfora para a situação no seu curso.

Tem o texto de retorno da Samyle, com o título de Em Prosa, e o texto de quase despedida da Ana, ou como ela mesma disse, Provavelmente, uma pausa.

O Bruno explicou a Diferença entre destralhe e minimalismo, e o Thiago escreveu sobre Convenções Sociais. Você não é o único que se incomoda com essas coisas, Thiago.

A Regina escreveu um poema sobre Celulares, o tempo e as imagens, que casou com o post da Mariana Menezes (quase minha xará) "estamos nos tornando reféns das redes sociais?".

Tem post da Mia sobre não se levar tão a sério, e uma reflexão incrível da Bruna sobre namorar alguém que ama sua arte.

Pra finalizar (e como menção honrosa) cito o post da Luana sobre as cartinhas do 31 de Março, que enviei para ela. Ela teve todo um cuidado ao tirar as fotos e eu fiquei muito feliz. Muito obrigada chuchu ♥


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