24/03/2019

Sobre as primeiras leituras de 2019

A imagem mostra uma mesa, em cima dela um leitor de livros digitais, ao lado do leitor, uma caneca com estampa de um rosto de um gato, ao fundo, um prato com biscoitos de chocolate

Faz muito tempo que não falo de leituras aqui no blog. Apesar de ainda amar literatura, meu perfil enquanto leitora mudou muito. Tenho lido mais livros acadêmicos/científicos/teóricos que livros de literatura/ficção, e justamente por isso tenho escrito pouco a respeito disso. Não é que eu não ache válido criar posts sobre livros teóricos, mas não me sinto a vontade para fazer posts completos sobre eles, principalmente porque me sinto insegura de escrever sobre coisas que eu não tenho tanto domínio ou conhecimento. Outra coisa que me tem sido um obstáculo nos meus posts sobre livros (não que eu venha publicando muita coisa por aqui), é que a própria forma como eu leio também mudou: estou lendo devagar, de forma desatenta, me distraio durante páginas e não retorno com a leitura, pulo introduções/comentários de outros autores, me preocupo mais em terminar a leitura que absorver o conteúdo da mesma, enfim... já fui uma leitora mais dedicada. Apesar disso, estou tentando retornar o hábito, porque ler ainda é minha forma favorita de adquirir informação.

06/03/2019

6 on 6 - Como é fotografar?

Imagem de uma cerejeira florida, com um quadrado gráfico ao centro com o título do post escrito

Recentemente fui convidada pela Samanta, do blog Dose de Estrela, para participar de um projeto fotográfico coletivo, juntamente com a Bruna (blog Escriptopia). Fiquei muito feliz com o convite, adoro fotografar e acho ainda melhor quando feito com outras pessoas. 

Para quem não conhece, a ideia é simples (mas maravilhosa), todo dia 6 de cada mês postamos 6 fotografias relacionadas a um tema, que escolhemos entre a gente. O desse mês, pra dar o pontapé inicial, não poderia ser outro: fotografia! E eu resolvi tentar passar em algumas imagens como é fotografar, para mim.

01/03/2019

Escrever faz meu coração vibrar

Fotografia de um campo aberto com trigos em primeiro plano, ao fundo, vê-se o céu azul cheio de nuvens

Sentar para escrever um post me faz ter vontade de chorar. Acabei de comentar isso no blog de uma amiga (alôw Samantha). Não sei se meu corpo associou escrever com angústia, devido as inúmeras vezes que sentei para escrever o projeto da minha monografia e não saiu nada, ou se é só a velha pressão de que eu não tenho nada "importante" para escrever. Apesar de ter mudado muito, eu ainda permaneço com algumas velhas inseguranças.

Parte de mim me diz que, se eu não consigo escrever e se escrever tem me gerado tanto sofrimento, talvez seja hora de deixar isso de lado. Mas eu também quero escrever, e, apesar de saber que olhar a tela em branco me deixa angustiada, eu sei que ainda tenho muito o que contar. Eu vivi muita coisa e não me sinto completa se não botar isso no papel. Então, como eu fiz nos últimos meses, um passo de cada vez, e logo estou de volta. Não é a primeira vez que tenho bloqueio criativo e fico falando sobre isso. Cada vez mais eu desenvolvo estratégias e vou tornando isso mais "sobrevivível".

Sobre olhar para telas em branco, fiz questão de ressaltar a palavra projeto de monografia porque escrever meu projeto de monografia foi realmente doloroso. Aliás, foi traumático. Tenho medo de seguir carreira acadêmica por pensar que vou precisar escrever projetos de novo. Eu demorei demais a encontrar um tema que realmente me agradasse e toda tentativa de escrever sobre um tema que não fazia meu coração vibrar foi quase uma tortura. Porque não era pra ser, sabe? Mas no meio do furacão, com um prazo quase acabando e centenas de compromissos, você não pensa que seu projeto não está fluindo porque ainda não é o tema certo. Você pensa que tem algo de errado e não vai dar tempo e eu preciso escrever isso logo e eu vou ser reprovada perder meu financiamento ter que pagar a faculdade do meu bolso mas não tenho dinheiro não vou me formar vou cancelar a matrícula preciso escrever de qualquer jeito meu deus não sai nada eu vou desistir desse negócio todo mundo tá escrevendo o prazo tá acabando como que vou explicar isso pros meus pais eu sou uma decepção droga não faço nada direito... caramba! Eu acabei escrevendo meu projeto de monografia numa meia noite de quinta, fui dormir e terminei ele na sexta à tarde. Eu precisava entregar nessa mesma sexta às 19h. Faltei estágio, levei muita bronca, a qualidade não ficou das melhores... mas fui aprovada, encontrei um tema que me agradava e deu tudo certo. Escrever a monografia foi muito mais tranquilo, por incrível que pareça, foi até divertido.

Escrever é divertido. Ao menos costuma ser, para mim. Passei meus cinco anos de curso preocupadíssima com a monografia, ri da minha psicóloga quando ela disse "dá pra se divertir escrevendo TCC", mas no fim, acabei me divertindo. Tenho muito orgulho da minha trajetória e me lembro perfeitamente dos dados que coloquei naquelas linhas. E, assim como sofri porque meu tema de projeto não era o que eu queria, acabo sofrendo quando deixo de lado uma das minhas paixões: escrever. Escrever faz meu coração vibrar, e por isso, aos poucos vou pegando (novamente) o hábito. Eu ainda tenho muito o que contar nesse blog.