15/02/2017

O meu "adesivo de parede" com Papel Contact

Adesivo de Parede com Contact
Foto por Jerry Kiesewetter
Estou postando toda segunda e quinta-feira, e até o momento, não falhei um dia. Pensei que não conseguiria postar essa semana, estava desanimada e triste, mas cá estou eu, escrevendo. Estava quase desistindo da internet, e principalmente das redes sociais, mas algumas horas conversando com um amigo me lembrei do porquê faço tudo isso. Agora que estou melhor, resolvi escrever sobre uma frase que fiz para a parede do meu quarto há um tempo, na casa dos meus pais.

Tava de boas navegando pelo Simplechique, um blog muito maneiro sobre decoração acessível, quando encontrei um post sobre um adesivo de parede feito com contact. Dei uma lida no tutorial da Manuela e lembrei que tinha um pedaço bem grande de contact preto no meu armário, só esperando pra ser usado em algo assim. Lembrei do meu espaço atrás da porta, que eu queria muito fazer algo ali, mas que nunca encontrava algo que ficasse legal, já que fica atrás da porta. Eram 4 da manhã e assim que li o post soube que precisava botar uma frase naquele espaço.

Gastei um bom tempo pensando na frase. Ela tinha que ser curta ou não ia caber, e também me daria trabalho demais pra recortar as letras. Pensei inicialmente em "A simplicidade é o último grau de sofisticação", uma frase do Da Vinci que sou apaixonada, mas acabei me decidindo por "O essencial é invisível aos olhos", do livro O Pequeno Príncipe, que mesmo sendo um pouco batida (vamos admitir), eu gosto demais do significado dela.

13/02/2017

[Resenha] Escarlate - J. Jamesson

Título: Escarlate
Autor: J. Jamesson
Editora: Publicação Independente
Páginas: 119
Sinopse: Diferente dos Vampiros e das bruxas, protagonistas de Diversas Histórias, sedutoras criaturas conhecidas como súcubos são pouco exploradas na literatura moderna. Usando de uma boa pitada de criatividade, J. Jamesson deu fôlego novo à antiga lenda com Escarlate, uma envolvente fantasia sombria repleta de sangue e sexo, que conta a história de um rapaz que tem sua vida virada de cabeça para baixo quando uma curiosidade o leva para o melancólico submundo que as súcubas habitam. Lá, em meio a cenários sombrios e criaturas de gelar a alma, ele é visto em uma aventura que nunca planeja: é levado a percorrer um caminho de mais horripilantes até a cruel Rainha das Súcubas, a soberana a qual muitas se negam a se curvar. Afundado num eterno déjà-vu de contornos macabros, ele de repente se percebe entre Lukriya, a súcuba que o deixa louco, e Silfídi, considerado por muitas reencarnação de uma das súcubas originais - disputa capaz de levar a um arriscado desentendimento entre as duas Maiores famílias de súcuba da atualidade


09/02/2017

Pra me lembrar o sentido das coisas

O sentido das coisas
Foto por Tasla Brewis
A minha mente não para. Parece ligada a um botãozinho que sempre me faz questionar as coisas. De certa forma, isso é muito legal, porque estou sempre revendo meus conceitos, avaliando minhas atitudes e mudando minha forma de pensar. Posso ter certeza de algo em uma semana, e na semana seguinte, já não estou tão certa daquilo que pensava. Já acreditei e deixei de acreditar em muitas coisas, e por mais que algumas pessoas me vejam como alguém inconstante, que não sabe o que quer, eu sei que esse meu jeito me ajuda a crescer e entender que não existe uma forma única de se enxergar a realidade.

O problema é que existe um lado ruim nisso tudo, perco o interesse pelas coisas muito rapidamente, me afasto de alguns amigos por não ter mais nada a ver com eles, e vivo com uma sensação constante de incerteza, que me gera muita ansiedade. A maioria das pessoas tem o que eu costumo entender como um "pilar", algo que sustenta a vida delas, que serve de ponto de partida e lhes diz o que fazer. Seja um conjunto de crenças, um sonho (como viajar pelo mundo) ou apenas um simples objetivo, essas pessoas sabem onde estão e o que querem, e tentam agir de acordo com isso (ou não, já que algumas pessoas sonham em ganhar na loteria mas não jogam). De qualquer forma, elas não pensam no porquê fazem o que fazem, ou querem o que querem, elas apenas fazem ou querem fazer, e isso basta. Eu também tenho meus pilares, e é aí que voltamos ao início do parágrafo. Eu penso. Penso no que faço e porquê eu faço, qual o sentido aquilo tem, e vou descendo num espiral gigantesco de perguntas que me levam sempre a um ponto em comum: não existe um "porquê". Não existe uma lógica ou motivo real que nos leva a fazer o que fazemos, e essa falta de "sentido" sempre me faz perder o interesse nas coisas.

Sentido
substantivo masculino
aquilo que se pretende alcançar quando se realiza uma ação; alvo, fim, propósito.

substantivo masculino
encadeamento coerente de coisas ou fatos; lógica, cabimento

Mas eu tento lutar contra isso. Tento lutar contra a quase necessidade que minha mente tem de encontrar um propósito para as coisas. As coisas não precisam ter um propósito. Os animais não tem um propósito, eles dormem e correm atrás do próprio rabo e não ficam pensando a respeito disso. Eles apenas fazem. A chuva não tá nem aí se ela está caindo em cima do telhado de alguém ou em uma terra fértil pro plantio. Ela cai. E a maioria das pessoas não pensa se faz ou não diferença deixar o vaso de flores na mesa de centro, mas ainda assim elas deixam. E é nessa falta de sentido que parece estar o sentido: ter ou não ter o vaso não faz diferença, mas ele ainda está lá mesmo assim. Alguém o colocou lá. E isso basta.

Eu preciso me lembrar disso toda vez. Toda vez que começo a questionar o sentido das coisas, eu preciso me lembrar que as coisas não precisam ter sentido, que eu posso sim, escrever um blog ou tirar uma foto, mesmo que não vá fazer diferença, e que tudo vai cair no esquecimento, no final. Não tem problema me dedicar horas a fio num joguinho que eu sei que vou parar de jogar em dois meses, ou a montar um quebra-cabeças que sei que vou ter que desmontar no final. O objetivo é esse, e é muito simples, a gente faz porque a gente gosta e nos faz bem, e essa deveria ser a única razão pra gente fazer qualquer coisa. É como diz aquela frase budista:

"Somos como crianças construindo um castelo de areia. Nós o enfeitamos com lindas conchas, pedaços de madeira e caquinhos de vidro colorido. O castelo é nosso, sabemos que, inevitavelmente, ele será levado pela maré. O truque está em desfrutar dele ao máximo, sem se apegar e, quando chegar uma onda, deixar que ele se dissolva no mar."

A frase é sobre desapego, mas também se encaixa no que estou dizendo. Um castelo de areia não tem um propósito, não faz diferença se está ali ou não, e pra piorar, ainda vai ser levado pela maré, e ainda assim nós o montamos, e talvez seja esse o truque, montar o castelo, não pensar a respeito do que você está fazendo, desfrutar dele ao máximo, e então deixar que se dissolva no mar.