30/09/2013

[Resenha] Estilhaça-me - Tahereh Mafi

Título: Estilhaça-me
Autora: Tahereh Mafi
ISBN: 9788563219909
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Sinopse: Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.



Estilhaça-me foi um livro que me envolveu do início ao fim. Juliette é uma adolescente de 17 anos que possui um dom, um dom que é tanto uma benção como maldição. Ela está aprisionada há 264 dias, todo esse tempo sem ver — e tocar — nenhuma pessoa. Até que, por algum motivo misterioso, alguém coloca um rapaz, Adam, para dividir a cela com ela. Adam é lindo misterioso e Juliette se sente atraída por ele logo no primeiro instante. Juliette descobre que Adam trabalha para O Restabelecimento, o novo governo do mundo que pretende restabelecer o planeta. O Restabelecimento tem planos de usar Juliette como arma, e ela tem que decidir: ou ser uma arma, ou lutar contra o Restabelecimento.

***

Não tenho muita experiência com distopias, mas estou começando a amar o gênero. O mundo em Estilhaça-me é bem diferente do nosso, o clima é uma bagunça, animais não voam mais, as nuvens têm cor errada e as pessoas passam fome. O Restabelecimento proibiu tudo o que faz parte da cultura antiga, músicas, livros, histórias, línguas, tudo foi esquecido em uma tentativa de apagar o passado. Não se sabe exatamente quem foi Shakespeare, por exemplo. Isso porque foi essa cultura o que levou o mundo em Estilhaça-me ficar do jeito que está.

A primeira coisa que me chamou a atenção em Estilhaça-me foram as frases riscadas me lembrou até escrita de blogueiro. O livro é narrado em primeira pessoa pela Juliette, e pela narrativa podemos perceber que dias trancafiada está deixando ela louca abalando sua lucidez. A narrativa não é confusa, mas a cabeça da personagem sim. Juliette repete as palavras, às vezes se perde no meio de um pensamento, risca frases inteiras e repete a mesma frase que acabou de riscar, escreve sem usar vírgulas e pontos finais, enfim, a escrita dá a entender que ela está perdendo a sanidade. Isso diminui ao longo do livro, nas últimas páginas Juliette quase não riscava nada mais, embora continuasse contando tudo de forma muito intensa. O livro não ficou chato desse jeito, pelo contrário, ficou tão envolvente que não consegui parar de ler. Devorei cada linha e cada parágrafo de Estilhaça-me.

Juliette é uma personagem cativante, torci por ela em momentos decisivos e tive medo com ela de dar tudo errado. Adam também se mostrou um personagem muito forte nos dois sentidos e Warner, apesar de ser o "vilão" (não que eu concorde com essa coisa de "vilão/mocinho") não ficou de fora da minha lista de favoritos, quero levar pra casa estou torcendo por ele. Outros personagens apareceram ao longo das trezentas páginas, mas em pontos que considero spoiler dizer até mesmo o nome deles. Com certeza é muito mais interessante ler um livro sem saber grandes detalhes sobre ele, portanto não sou eu quem vai dar esses detalhes a vocês. 

Estilhaça-me é muito intenso e envolvente. Faz tempo que não leio um livro assim. Comecei a ler o livro à noite e quase passei a madrugada toda lendo. Tive que me esforçar muito para deixar algumas páginas para outro dia, não conseguia parar de ler. Com certeza quero ler de novo vou ler as continuações.

"Passei minha vida entre as páginas dos livros. Na ausência de relacionamentos humanos, criei laços com as personagens de papel. Vivi amor e perda por meio das historias enredadas na historia; experimentei a adolescência por associação. Meu mundo é uma teia entrelaçada de palavras amarrando membro a membro, osso a tendão, pensamentos e imagens todos juntos. Sou um ser composto de letras, uma personagem criada por frases, um produto da imaginação fabricado por meio da ficção."

Trilogia Estilhaça-me:
Livro 1 - Estilhaça-me
Livro 1.5 - Destrua-me
Livro 2 - Liberta-me
Livro 3 - ????

14 comentários:

  1. Marina, você esqueceu de um importante detalhe que torna esse livro envolvente, e aproveito para lhe provocar... risos. Ele é narrado no presente do indicativo!! Sim, a narrativa no presente é muito superior que a narrativa no pretérito, já te falei isso... kkkkkk

    :D

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. hsuahsahushu' sabia que você ia falar isso!

      Excluir
  2. eu amo ler, só que livros assim nunca leio, prefiro sagas, tipo HP, ou nárnia <3 porque sou fã de nárnia eheheh estou seguindo, se quiser me seguir (sem ser chat u3u) te espero lá! Beijos com caramelos morangos chocolates e guaraná :3

    Link do meu blog: http://cherrylandforever.blogspot.com.br/
    Link do meu outro blog (se quiser visitar): http://imaginefamosos-net.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gosto de Nárnia também, acho muito legal a historia ^^

      Excluir
  3. cara vc não é a primeira. todo mundo fala que esse livro é ótimo *0*
    Seguindo o Coelho Branco

    ResponderExcluir
  4. Marina, você vai adorar Lilliah Blü! Pode anotar que darás seis estrelas... rs. Eu preciso ler o segundo volume dessa saga, sei que é outro personagem narrando, deve ser interessante se a escritora manteve o estilo.
    :D

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O segundo (não exatamente o segundo) é legal, mas é muito pequeno! Tinha que ter mais páginas ^^

      Excluir
  5. as frases riscadas sinalizam aquilo que a gente pensa, mas não quer escrever. ou uma censura.
    ::: {Emilie Escreve}

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exatamente isso Emilie, vejo muito em blogs, mas é a primeira vez que vejo em um livro ^^

      (e eu risquei só pra "homenagear" o livro rsrs)

      Excluir
  6. Passei aqui especialmente para lhe informar que seu blog está entre os "Blogs do Mês" de Setembro do DSA! Caso queira saber mais sobre o quadro, acesse a postagem de hoje (02/10) do DSA.
    Desde já, agradeço por todo o carinho!

    Beijinhos Alados ♥

    ResponderExcluir
  7. Oi Marina;
    Já peguei esse livro algumas vezes na livraria, mas não trouxe pra casa. Me arrependo de não ter feito isso pois a história parece ser do tipo que vai me conquistar. Vou coloca-lo na minha lista e ler assim que der!

    Beijusss;
    http://hipercriativa.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  8. Uaau! Gostei muito da resenha!
    Já tinha lido a sinopse desse livro antes, mas agora eu fiquei com muita vontade de ler.
    Não consigo imaginar Juliette sem tocar ninguém por 264 dias! É surreal.
    E como é escrito em primeira pessoa fica melhor ainda!
    Parabéns pelo blog.
    Beijos, Ingrid.

    http://utopianuvem.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir

Vai comentar? Lembre-se de seguir algumas regrinhas: nada de arrumar brigas com outras pessoas, e não use palavras de baixo calão! Não diga nada que você não diria para sua avó.

Obrigada pelo comentário, vou retribuí-lo assim que puder. Volte sempre (/◕▽◕。)/