04/11/2015

[Sessão Pipoca]
Para sempre Alice (Still Alice)

Para Sempre Alice

Acabei de assistir Para sempre Alice, e mesmo tendo inúmeras obrigações hoje, tirei uma pausa do meu dia para falar sobre esse filme. Alice (Julianne Moore) é professora e doutora em linguística, tem uma carreira brilhante, três filhos lindos e um marido perfeito. Tudo está perfeito na vida de Alice, até que ela começa a esquecer pequenas coisas — lugares, nomes de pessoas, objetos. Certo dia, em um desses lapsos, Alice se perde na rua. Inteligente como era, logo percebe que algo está errado, e procura um neurologista. Depois de alguns exames, Alice é diagnosticada com Alzheimer precoce, aos 50 anos de idade.

A proposta do filme é ótima, assim que vi a sinopse já quis assistir. Imagine você receber um diagnóstico de Alzheimer, aos 50 anos, e perceber que dali da frente, você vai começar a se esquecer de tudo e sua situação só vai piorar. E como se não bastasse, o tipo de Alzheimer que Alice possui é hereditário, seus filhos tem 50% de chance de ter herdado o gene, e para aqueles que herdou, 100% de chance de desenvolverem Alzheimer no futuro. Dos seus três filhos, Anna (Kate Bosworth), a mais velha, confirma a existência do gene, Tom (Hunter Parrish) não possui e Lydia (Kristen Stewart), a terceira, preferiu não saber.
Em relação a confirmação do gene, queria que tivessem dado mais ênfase ao assunto. Anna parecia um pouco chorosa na ligação que faz para o resultado do teste, mas depois não se fala mais nisso. Anna ficou distante o filme todo, e me pareceu que ela estava passando por uma espécie de negação. Ou talvez ela tivesse algum preconceito, ou não quisesse ver a mãe naquela situação. De qualquer forma, a filha parecia distante e seus sentimentos permaneceram um mistério para mim. O outro filho, Tom, parecia lidar bem, mas também não ganhou muito destaque no filme, é Lydia quem tem um papel importante na história, já que, antes da doença de Alice, elas não se davam bem, mas a relação das duas vai ficando melhor a medida que a doença de Alice piora (pois é). Até que, por fim... bom, você vai ver.

O marido de Alice, John (Alec Baldwin) a princípio, não aceita o diagnóstico, mas ao longo do filme luta para aceitar a doença da esposa e permanecer com ela. O modo como o personagem lidava com a esposa foi lindo, e eu pude perceber o quanto ele estava se esforçando, mesmo com esse final (no spoilers!).

Para Sempre Alice


Eu tive muita, muita vontade de chorar durante o filme, e só não o fiz porque ficaria difícil ler as legendas. A atuação de Julianne é perfeita, ela conseguiu interpretar perfeitamente uma pessoa com Alzheimer, em cada estágio da doença. Ao final do filme, você percebe que ela já não é mais a Alice do início, seu olhar já está distante e sereno, seu sorriso parece até mais sincero e simples. Quem já teve contato com a doença com certeza conseguiu reconhecer esse olhar e o modo como uma pessoa com Alzheimer fica nos estágios mais avançados da doença.

Algumas cenas me marcaram profundamente: a cena em que ela está procurando o celular de madrugada, não encontra e vai dormir. Quando seu marido acha, ela diz "eu estava procurando-o ontem a noite" e o marido diz à filha Anna, sem que a esposa escute "foi há mais de um mês". Foi um baita choque para mim porque me senti exatamente como alguém que tinha Alzheimer, em um estado mais avançado. Para nós que estamos observando a pessoa, tudo parece desconectado e sem sentido, mas quem tem uma doença como Alzheimer não sabe o que exatamente esqueceu, logo esse caos aparente é apenas nosso; Nós é quem estamos sofrendo com a situação, nós ficamos revoltados e nós ficamos tristes, a pessoa com Alzheimer avançado não sabe o que está esquecendo, ela já não tem mais essa noção, então não sofre com isso.

Outra cena que gostei muito foi uma palestra que ela faz para a Associação de Alzheimer, já com a doença. Nessa palestra ela diz que não tem lembranças, não por ela, mas pela doença. Ela não só fala sobre Alzheimer, mas humaniza os pacientes com a doença, nos faz lembrar que, ei! tem uma pessoa aqui ainda! mesmo que essa pessoa já não se lembre/não vai mais se lembrar mais de quem ela é. Enfim, o filme é ótimo, vale muito a pena ver!


9 comentários:

  1. Eu estou louca pra assistir esse filme, vi que tem no Netflix, e por todas as criticas parece ser excelente!
    Bela indicação <333
    Beeeijos!
    Livros, Amor e Mais

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  2. Impossível não assistir o filme após todos esses seus comentários.
    Blog Entretanto

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  3. Parece ser um otimo filme, daqueles que rolam lagrimas haha...beijos
    modismodeluxo.blogspot.com.br

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  4. Eu achei que era algo inspirado em Alice no País das Maravilhas, quando falou que ela se perdeu na rua, tive certeza rssss
    O filme parece ser muito bom, porém com um quê meio sei lá auto ajuda, não sei se gosto de filmes assim... Enfim, vou por na minha lista e ver se minha opinião muda :)

    http://a-ftermidnight.blogspot.com.br/

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  5. Eu assisti uns meses atrás. Achei super válido. Gostei muito: sensível na medida, realista mas sem muito drama. Um filme suave e verdadeiro. Senti um pouco de medo, porque tenho alguns sintomas...rsrsr a gente sempre pensa: será que vai acontecer comigo. Mas o que mais me dá medo, é pensar que pode acontecer com alguém da minha família. Deve ser horrível ser esquecido por quem se ama. Deve ser horrível esquecer quem você ama.
    Blog Tromba

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  6. Nossa, fiz resenha do Para Sempre Alice também!
    Concordo na parte em que deveriam ter dado mais atenção sobre a descoberta e confirmação do gene mas decidiram investir na Kristen :F
    Meu maior medo, por mexer muito com palavras... Ter medo de chegar a um ponto degenerativo assim :~
    | A Bela, não a Fera |
    | FB Page A Bela, não a Fera|

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  7. Gostei muito da sua resenha, vou assistir esse filme só por causa disso.

    Abraços!

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    Respostas
    1. Oi Mateus!

      Se tiver um tempo assiste sim, o livro é ótimo.

      Abraços!

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    2. O filme* força do hábito rsrs

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